O território faz parte da província jesuítica das Missões Orientais do Uruguai, habitada por indígenas guaranis e coroados.
Linha do tempo
De território de tropeio a município instalado: as datas que formaram Marau, na sequência registrada pelos arquivos oficiais.
Quase dois séculos em 23 datas
Da morte do cacique que deu nome ao rio até a inauguração da Casa da Cultura. Role a página para percorrer a linha — os marcos em laranja são as viradas da história de Marau.
Começa o povoamento não indígena da região e nasce Passo Fundo.
O cacique Marau, chefe de um bando de Coroados, morre em combate às margens de um rio que passou a ser denominado Rio Marau — como também as imediações, povoadas por caboclos. É daí que vem o nome do município.
É criado o município de Passo Fundo, do qual Marau viria a se emancipar quase um século depois.
Os descendentes de imigrantes italianos iniciam a colonização de Marau. Vieram das regiões do Vêneto, da Lombardia e do Trentino.
O povoado do Tope, primeiro núcleo populacional do território, já tinha 2.500 habitantes.
Cria-se o 5º Distrito de Passo Fundo — descrito à época como "importante colônia e celeiro de Passo Fundo" — com sede no Tope.
Abre-se a estrada que liga Marau a Passo Fundo, via Taquari.
O povoado de Marau é elevado à condição de vila e passa a ser a sede do 5º Distrito.
Surge o frigorífico Borella e Cia Ltda., marco da indústria marauense. Fornecedor regional e nacional de salame, presunto, mortadela e banha, tornou a vila conhecida em todo o país.
Os freis capuchinhos assumem a assistência espiritual dos marauenses, integram a zona urbana e a rural em forte comunidade e lideram seu desenvolvimento.
É inaugurado o Hospital Providência, o primeiro hospital de Marau, na esquina da Rua Irineu Ferlin com a Avenida Barão do Rio Branco.
Registros mostram a primeira igreja da cidade e os primórdios da Avenida Júlio Borella, ainda de chão batido.
Está em obras o Colégio Franciscano Cristo Rei.
Abre a Casa dos Artigos Renner, de Jatyr Francisco Foresti, que a partir de 1970 passaria a se chamar Casa do Povo.
Marau emancipa-se, com 1.055 km² desmembrados de Passo Fundo e Guaporé. A data está inscrita no brasão do município.
O município é instalado oficialmente. Esta passa a ser a data do aniversário da cidade. Lauro Ricieri Bortolon assume como primeiro prefeito, eleito com 2.127 votos.
Com a anexação de Camargo, até então pertencente a Soledade, Marau chega a 1.192 km². O território seria reduzido depois, com a emancipação dos distritos.
Marau celebra os 25 anos de emancipação com semana da pátria, sessão solene e a inauguração do chafariz da Praça da Independência, hoje Praça Central.
O Parque de Rodeios aguarda a 3ª Expomarau, no espaço que viria a se consolidar como Parque Municipal Lauro Ricieri Bortolon.
É inaugurado o Museu Municipal de Marau, ocupando o espaço da antiga cantina do convento.
A Praça Central passa por um processo de revitalização.
É inaugurada a Casa da Cultura de Marau, com 750 lugares — considerada o maior auditório do interior do Estado.