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Vista aérea do município de Marau, em fotografia histórica sem data

A cidade

Marau preserva no próprio nome o passado indígena do território e, na paisagem, o trabalho de quem chegou da Itália em 1904 para ficar.

Marau foi, durante muito tempo, apenas território para tropeio de gado. Depois, a Coroa distribuiu sesmarias para que os tropeiros e os militares se estabelecessem em estâncias. A vinda de imigrantes de diversas origens fez surgir os primeiros núcleos populacionais: um denominado Tope e o outro, Marau. Este recebeu as primeiras famílias de imigrantes italianos por volta de 1904 e mais tarde tornou-se a sede do 5º Distrito de Passo Fundo, criado em 1916.

A vila e a zona rural desenvolveram-se com o trabalho dos colonizadores, descendentes de imigrantes italianos vindos das regiões do Vêneto, Lombardia e Trentino. Foi fundamental o estímulo dos freis capuchinhos, assistentes espirituais dos marauenses a partir de 1934, que integraram zona urbana e rural em forte comunidade.

Construções antigas no Tope, primeiro núcleo populacional de Marau
A arquitetura do Tope
O Tope foi o primeiro núcleo populacional do território e sede do 5º Distrito de Passo Fundo a partir de 1916. Em 1908, já tinha 2.500 habitantes.
Acervo do Museu Municipal de Marau/RS

Do porco ao leite: como a economia mudou

Até a década de 1960, a agricultura de Marau manteve caráter de subsistência. A criação de suínos, porém, já se transformara em atividade comercial desde os anos 1920, fomentada pelo frigorífico Borella e Cia Ltda., que através de seus produtos — salame, presunto, mortadela e banha — tornou a vila conhecida no mercado nacional.

Na década de 1970, a instalação de agências bancárias, o cooperativismo agrícola e a mecanização da lavoura alteraram radicalmente o perfil da produção, voltando-a para a monocultura. A crise do setor, na década de 1980, provocou êxodo rural e uma nova mudança de rumo. Hoje, beneficiada pelo terraceamento do solo, a agricultura volta-se para a diversificação, e na pecuária ganham relevo a produção de leite e a avicultura, atendendo à demanda das indústrias de alimentos instaladas em Marau e na região.

Vista aérea do complexo industrial no início da Avenida Júlio Borella
O complexo industrial no início da Avenida Júlio Borella
Diversos pavilhões industriais no endereço onde hoje opera a BRF Agropecuária. A indústria de alimentos nasceu do frigorífico Borella, de 1923.
Acervo do Museu Municipal de Marau/RS

A cidade hoje

Localizada no norte do Estado, na região conhecida como planalto médio, Marau tem mais de 650 quilômetros quadrados. As empresas instaladas no município atendem a setores diversos: alimentos, couros, equipamentos para avicultura e suinocultura, metal-mecânico e, em crescimento, a construção civil. Cerca de 2.600 famílias vivem da agricultura familiar, com produção de grãos, leite, aves e suínos.

No cenário cultural, Marau ganha expressividade com o Coral Italiano e com os grupos folclóricos. No turismo, a Rota das Salamarias percorre 13 km no meio rural e coloca a cidade entre as maiores produtoras de salame da América Latina — e a segunda maior produtora de leite do Estado.

Rua Irineu Ferlin em fotografia histórica
Rua Irineu Ferlin
A via onde hoje ficam a Prefeitura e a Casa da Cultura, em registro do acervo municipal.
Acervo do Museu Municipal de Marau/RS

Geografia

O território é ondulado por coxilhas, com aclives e penhascos nas margens dos rios. A estrutura geológica é de arenito basáltico e o solo mais frequente é o lato solo roxo. A altitude média é de 650 metros acima do nível do mar, e os pontos mais elevados são o Tope e São Pedro do Jacuí. O clima é temperado, com temperatura média de 18 °C.

Rios principais. O Rio Marau circunda a cidade a leste e ao sul, deságua no Capingüi e tem por afluentes os arroios Sesteada e Marauzinho. O Rio Capingüi é afluente do Guaporé, com os arroios Gritador e Burro Preto. O Rio Jacuí alimenta a barragem de Ernestina e recebe os arroios Ernestina, Três Passos e Carreta Quebrada.

Cascatas. Pedra Grande, a 30 km da cidade · Cachoeirão, a 10 km, com queda d’água de 30 metros · Rio Tigre, a 8 km · da Ponte, a 15 km · dos Tibola, a 16 km · do Tope, a 23 km.

Moinho de propriedade da família Tibola, no interior de Marau
Moinho dos Tibola
A mesma família dá nome a uma das seis cascatas catalogadas no município, a 16 km do centro.
Acervo do Museu Municipal de Marau/RS

Produzido com pela AROK

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